Posts Tagged ‘governação

09
Out
09

Sobre um programa interessante…

Eu sei que isto já tem um mês, (em tempo internet, já caminha para o pré-histórico) mas só hoje tive oportunidade de o ler.

Trata-se de uma proposta de programa de governo que devia ir a votos, segundo o seu autor.

Embora o tenha achado interessante de um ponto de vista geral, e os ganhos que promete serem muito tentadores, deixou-me curioso uma situação.. Para que raio precisa a “Presidência do Concelho de ministros” de 208 Milhões?? Mais 50 Milhões do que o Ministério da Cultura?

Em relação ao programa propriamente dito, o ponto que mais me chamou a atenção, foi o “4)Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”, por vários motivos.

A proposta é de que o ensino deve ser todo privatizado. Concordo. Já a forma de começar, exactamente pelo Ensino Superior, como defende o autor, acho que é um perfeito tiro-no-pé, senão vejamos..

Em todos agrupamentos do ensino, exactamente aquele onde o Privado fica atrás do Público, é no Superior. Se nos cursos “Teóricos” ainda possa ter algumas referências, duvido que consiga 1 só exemplo de um curso Tecnológico ou de Engenharia, que seja melhor num privado.

Ou seja, o mercado não está preparado para o choque que propõem, e tendo excelentes situações no Primário, Ciclo, Secundário, para avançar com este tipo de evolução, que serviria exactamente para mostrar aos mais cépticos ou descrentes, de que esta era uma BOA medida, pretende começar por onde o fracasso espreita.

A mudança que deveria começar no Ensino Superior, era os conteúdos programáticos… Deveriam ser as Universidades a dizer ao Secundário, e não o Ministério, aquilo que seria necessário os alunos saberem, antes de entrar no Ensino Superior, e devolver-lhes a gestão da avaliação de conhecimentos para o acesso ao Ensino Superior, como era até 1995. De lá para cá, o que acontece é que cada ano que começa, os alunos estão menos preparados, obrigando as faculdades a “descer o nível” de conhecimentos necessários, e a inventar cadeiras suplementares, de crédito 0, para combater as deficiências de conhecimentos dos alunos recém-chegados.

Mas o erro não fica por aqui…

A outra questão, acontece exactamente pelos motivos que impedem de fazer mais gente aderir às causas liberais. A total insensibilidade social, e o não entenderem que apesar de em teoria e do ponto de vista racional, estarem muito certas, não podem ser aplicadas tipo chapa 5.

Consideremos o seguinte.. Um casal Americano, enquanto se prepara para receber um novo membro na família, não só pensa no berço e nas roupinhas,  mas começa desde essa hora, a planear uma poupança para pagar o curso superior do seu rebento.

No nosso país, esta cultura não existe! Poderá eventualmente algumas famílias mais novas, estarem já a preparar-se para tal, mas esse não é o pensamento generalizado dos Portugueses. Uma mudança brusca como propõem, iria condenar uma geração praticamente inteira, a terminar os estudos no secundário.

Com tantas deficiências no Ensino Superior (desfasamento entre o que é leccionado nas Universidades, e aquilo que as empresas precisam; o aumento desmedido todos os anos de vagas em cursos que se sabem não ter saída, etc.), e era logo por aqui, que pretendia começar a privatização do ensino.. Que tiro-no-pé…

A passagem deste estado Marxista/Socialista para uma economia livre, tem de ser gradual, sob pena de causarem um imenso problema social, que além das desgraças que traria, colocariam um fim abrupto a meio do caminho.

E é exactamente aqui, a principal diferença entre os partidos.

Nos últimos tempos, tem sido muito habito perguntar, “o que distingue o PSD do PS” e/ou “para que servem 2 partidos social-democratas” (absurdo que tem sido habito ler por muitos blogs e até imprensa)… Além de alguma falta de capacidade de comunicação por parte do PSD em o explicar, a verdade é que a melhor forma de o fazer, não é apenas nesta versão simplista, mas sim colocar a questão na sua forma completa: “O que distingue o PSD do PS e do CDS-PP”.

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29
Jan
09

A imagem do PM

Já à alguns dias, AMN escreveu no A Arte da Fuga (destaques meus):

(…) “Em primeiro lugar, porque essa atitude o obriga, sob pena de suspeição, a vir desmentir todo e cada novo indício relevante que apareça na investigação policial ou jornalística, canalizando a sua imagem para o processo em causa e não para a governação.” (…)

Ora mas com o tempo que estas coisas levam, entre investigações, processos, instruções, etc.. não será exactamente isso que o PM pretende? É que com uma governação destas, bem que lhe deveria ser mais favorável ir a votos “julgado” apenas por um processo que ainda corre…




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