Sempre me considerei de direita, e nunca entendi como via de desenvolvimento roubar aos ricos para dar aos pobres, e outras teorias idênticas..
Mas são exactamente textos como este, que me fazem agradecer que existam (alguns) Comunistas no Parlamento.
E já agora, porque não 104 horas/Semanais ?
E que tal inverter o M do SMN de mínimo para Máximo?
E tem certeza que 1 semana de férias não provoca a falência do País? Pense lá bem se não é melhor erradicar totalmente esse conceito depravado de “Férias”!
Enfim…
Embora acreditando no livre transito de pessoas e bens, lembro-me de ser ainda bastante novo, e não entender como se podia por fim às barreiras alfandegárias, entre blocos de países, em que um bloco tem imposição de salários muito mais elevados (seja via legislativa, seja por força do mercado), protecção social, médica, seguros, horas/semanais, férias, etc.; e outro bloco onde prevalece o trabalho infantil, praticamente sem limite de horas semanais (ou existindo sendo muitíssimo mais elevadas), ausência de obrigatoriedades de protecção social, médica, etc.
Isto é que não é sustentável!
Os Europeus, e cidadãos de países desenvolvidos tem pela frente uma dura escolha a fazer. Ou o fim do seu modo de vida, sujeitando-se a salários mediocres, elevadas dezenas de horas semanais, trabalho infantil, etc., ou pelo contrário, o fim das lojas baratinhas com produtos oriundos de países que praticam essas politicas sociais.
O nosso PR iniciou o discurso do falar verdade, mas este necessita ir mais longe! O que nos permite, ao comum cidadão acessar rápidamente a um infindável leque de produtos a preços acessíveis, está a ser feito à custa da qualidade de vida de cidadãos de outros países. Por sua vez, os seus compatriotas estão a ficar sem emprego, o que inevitavelmente os irá afectar, enquanto eles mesmo se endividam. E quem está a financiar-nos? Exactamente a mesma origem desses produtos. (Qual é a % que a China detém de dívida pública de países ditos desenvolvidos?)
Não podemos fazer confusão nem misturar assuntos que são diferentes!
Ficamos muito chocados, quando vimos fabricas a deslocar-se para os países de leste, recém aderidos à UE, mas não vi ninguém protestar quando essas mesmas fábricas vieram para cá quando nós aderimos, vindo de outros países mais ricos da Europa. Mas não podemos ver essas deslocações, dentro de um espaço Europeu, onde há directivas comuns, e onde a ideia e a tendência é a da aproximação, desejando-se homogeneizar, com as deslocalizações para países sem qualquer respeito pela vida humana.
E era bom que a Esquerda de uma vez por todas, começa-se ao menos a usar um pouco de verdade nos seus discursos, pois este é um assunto muito mais díficil de ser tocado pela direita moderada-europeista..
Já no que toca à possibilidade das empresas em geral, poderem trabalhar aos fim-de-semana e periodos nocturnos, nada contra, pelo contrário!
Sei bem o triste que é, querer tomar um simples café às 23h e não ter onde nas redondezas, estando a 9Km do centro de uma cidade sede de concelho.
Também à muito que discordo destas regras gerais, chapa 5 para todos..
Uma empresa nova, ou em recuperação, deve ter acesso a medidas e ferramentas diferentes das que estão a operar normalmente. Não devendo no entanto servir para tentar salvar qualquer projecto falido e condenado ao fracasso. Alguma flexibilidade sim, mas com conta-peso-e-medida. Muitas vezes, quando estas tem a sorte de ter bons quadros, e desde que as entidades burocráticas não atrapalhem, até que estas conseguem ter alguma flexibilidade.
Não são os 14 feriados (15 se contarmos com o Municipal), alguns até caem em fds, que estão a prejudicar o país. Nem mesmo os 22/25 dias úteis de férias (Btw, sabem que muitas empresas ainda não praticam os 25 dias, e até mesmo muitos gabinetes de contabilidade, nem sequer sabem da existência dos 3 dias extra?)
O que verdadeiramente prejudica, é que a produção seja baixa! E muitas vezes, a produção é baixa, porque preferem contratar por salários mais baixos, gente menos qualificada.
É num País assim, que pretendem defender o fim do SMN ?
Só alguém que está muito distante da realidade da maioria das empresas (que são micro/pequena/familiar) pode defender algo assim.
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