08
Out
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Faro é…

uma capital politica.

Muito ajudou a instalação e enorme crescimento da Universidade (caso único no País que junta Universidade e Politécnico numa mesma instituição). Mas até isso, durante anos muitos Farenses olhavam “de lado” e com desprezo. Certamente, ignorando os já na altura mais de 5 milhões/ano que a Universidade no seu todo representava na economia local. Sempre achei caricato, o tamanho apoio que davam à concentração Motard, e como viviam de costas para a Universidade.

Mas também aqui, não era um exclusivo. Faro vive de costas para a frente marítima que tem, ao contrario da generalidade das outras povoações do litoral..

E como ficou mais difícil a vida de estudante em Faro, depois da idiotice Guterriana do subsidio para aluguer de casas por parte dos médicos que aceitassem sair dos Grandes Centros.. Qualquer barraco valia os 200’000$00.. (Antes desta medida totalmente inútil, e que em nada contribuiu para melhorar o Hospital de Faro, e arrisco-me a dizer, nenhum outro, um quarto alugava-se pelos 15’000$00 ou menos.. com este incentivo, qualquer T2, ou mesmo T1, tinha que gerar os tais 200..)

Exagerado? Eu? Não, não sou.. Saibam que durante anos (e não sei se ainda na actualidade) os horários dos transportes públicos se regem pelo calendário escolar do….ensino não-universitário. Hilariante, não é? A carreira que servia a Universidade, tinha o horário adaptado no calendário, pelo período lectivo do ciclo e secundário. Obviamente aquela zona sensível, uma vez que a Universidade está na zona da Ria Formosa, se vê cheia de automóveis. (E depois vem os “iluminados” falar das vantagens dos transportes públicos, e de como os Portugueses são carro-dependentes… devem achar que o País é todo como Lisboa).

Mas se a vida não é fácil para os estudantes universitários, tão bem não o é, para quem vive e trabalha na cidade.

A cidade tem que ver passar os milhares de carros que se deslocam entre Este e Oeste, por dentro das suas principais artérias, quando à muito já deveria haver uma ligação, a que agora chamam “Variante Norte”. Receio bem que quando finalmente abrir, seja já insuficiente!

É verdade que o estacionamento em Faro é caótico! Mas com franqueza, que alternativas oferece Faro a quem lá trabalha e se tem de deslocar? (Não falo dos funcionários públicos e privados, que se mantém todo dia no seu gabinete das 9h-17h). E é neste ponto, que mais se pode “temer” na candidatura de MC.. é sabido o seu fanatismo anti-carro..

O actual executivo, a semelhança do que já tinha feito antes os anteriores da sua cor, aumentaram o número de Parquímetros e zonas pagas, e implementaram a semelhança de outros locais do país, uma dura politica de intransigência contra os não pagadores! (Eu cheguei a ser multado, por uns breves 5 minutos, em que tive de parar o carro para “verter aguas” num café em frente.. e nem sequer vi os fiscais! JURO! Foram 5minutos.)

Quanto a urbanismo, essa, é uma palavra riscada do dicionário do executivo. Deste e dos seus antecessores partidários. É totalmente desenquadrado, desequilibrado, desfuncional. Numa palavra, pandemónio! Um acumular de décadas de erros!

Uma central Rodoviária completamente obsoleta, sem qualidade, (é até imperceptível porque é proibido fumar), e extremamente mal localizada! Obriga os enormes autocarros a terem que entrar dentro da cidade, a perturbar totalmente o transito para entrarem ou saírem, além de terem que se deslocar por ruas estreitas e contornar apertadas curvas, num labiríntico sucessório mar de ruas paralelas e perpendiculares.

A especulação imobiliária, juntamente com outros problemas, tem vindo a arruinar o comércio e pequenas empresas locais. Umas são obrigadas a fechar, outras, vêm-se obrigadas a sair das ruas principais, para se enfiarem nas pequenas ruas estreitas, e já de si lotadas de viaturas de moradores e trabalhadores das ruas principais próximas. Resultado? As principais ruas, começam a ficar lotadas de lojas e escritórios fechados.

Faro necessita de deslocar os serviços públicos, e em concertação com as grandes instituições, como bancos, seguradoras e afins, para zonas novas, mais periféricas, com melhores acessos, onde seja possível estacionar, e claro! dotar essa zona de bons, rápidos e frequentes transportes públicos.

Também a segurança, como no resto do País, está muito pior. “Mas isso é responsabilidade da Administração Central“, sim é.. mas não só! Antes do fanatismo de encerrar estabelecimentos cada vez mais cedo, mais o conflito que se criou entre as forças de segurança e a autarquia (esta passava licenças, mas não informava e pagava esse aumento às forças segurança, segundo me contaram), as ruas tinham mais gente, e andava-se em segurança na grande maioria das ruas de Faro, a qualquer hora. Mas este não é um “pecado” exclusivo deste executivo.

É, realmente as escolhas em Faro não são muito fáceis. Continuar o que está, já sabem que nada de novo e de bom, vem para a cidade.

MC tem o perigo do seu fanatismo anti-carro, entre outros, contudo tem provas dadas de bom trabalho no poder autárquico.

Eu sei que existe um candidato da CDU… mas, nada sei sobre ele. Apenas chega a cassete habitual.

Quanto a Vitorino, enfim, se tivesse feito um bom mandato, não teria perdido a Câmara na anterior eleição, pelo que a sua candidatura parece ter apenas a intenção de atrapalhar MC, e uma certa “vingança pessoal” contra o PSD, por não o ter apoiado nestas eleições.

Se tomar as Legislativas como padrão, receio bem que Faro continue na-mesma-como-a-lesma. Um enclave, entre esse Grande Concelho que é Loulé, (desde sempre muito injustiçado e prejudicado pelos vários Poderes), e outro Concelho grande que é Olhão, (concelho o qual, o espírito esquerdista não permite um maior desenvolvimento) e cercado a norte por São Brás de Alportel, concelho curioso, para onde muitos Farenses foram viver nos últimos anos, devido à subida abismal dos preços das habitações em Faro, ou seja, um concelho dormitório. (E para quem não soubesse, talvez assim entenda melhor a progressão dos resultados eleitorais.)

Conhecendo este espírito, e se Faro não rompe de vez com este ciclo, talvez seja melhor repensar o desenho dos concelhos. Arriscaria mesmo a sugerir uma fusão entre Olhão, São Brás de Alportel e Faro, retirando a zona até ao Aeroporto/Gambelas, para o concelho de Loulé.


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